A era da Cronopatia.

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O tempo é o bem mais democrático que possuímos, a ver, todos nós temos 24 horas num dia, ainda assim, existe sempre quem se queixe de que não é suficiente (!). Uma das críticas apontadas ás sociedades modernas é a obsessão pelo preenchimento dos espaços vazios nas agendas, parece não ser possível ter tempos livres onde possamos não fazer nada o que por si só já é fazer alguma coisa. Por vezes falo com alguns pais sobre o dia-a-dia dos filhos e contam-me algo que me deixa perplexo, mas dizem-no de forma consciente e feliz que os seus filhos têm o dia todo ocupado, afinal de contas, todos os outros meninos têm porque raio seria diferente comigo? Curiosamente, estes são os pais que depois querem fazer retiros espirituais, queixam-se que os filhos são “hiperactivos”, têm dificuldades em concentrar-se e quando dão conta de si percebem que não gostam no que se tornaram. Falemos para os adultos, porque eles é que influenciam os mais novos. É falta de tempo ou de prioridades? Cronopatia – a obsessão em ocupar o tempo.


Como referi à pouco, esta necessidade doentia de preencher todos os espaços do dia faz com que a vida seja empurrada para a frente, é uma fuga, é o preencher de algo que deveria de contribuir para uma vida plena, isto não é só ler livros de auto-ajuda, tentar não chega, portanto, temos de agir, fazer. Quantas vezes não ouvimos “Não tenho tempo, estou muito ocupado”, e o mais incrível é que aceitamos como normal este tipo de reposta quando não o é. Para ajudar a este cocktail de maleficência ao nosso organismo, existe o tudo para agora, já não há tempo para se fazer coisas pois “se não fizer alguém fará e depois perco, e isso não pode acontecer.” Algumas pessoas procuram ajuda médica e/ou de um psicólogo quando sentem que não conseguem parar, costuma-se dizer que só quando nos acontece algo de mal (AVC, enfartes…) é que mudamos, e por vezes é mesmo assim, mas terá de ser sempre assim? O que podemos fazer para atenuar essa síndrome de não saber estar sem fazer nada?


Quando se tem uma vida a correr sentimos que os dias, meses e até anos passam a correr, seja lá o que “a correr” signifique, este estado de surpresa transmite, na minha opinião, uma mensagem de que é preciso parar, e em última análise, a correr não percebemos a beleza das coisas, a beleza da vida. Estes estados de crise são propensos ao crescimento humano quando nos permitimos recolher, descansar, estar em silêncio e tempo (costumo dizer o tempo é o que fazemos com ele). Por vezes pode parecer incrível como o Humano consegue mentir a ele próprio por pensar que se não fizer “nada” está como que a ofender a ele mesmo ou um outro alguém, ou se os outros fazem então é porque é “assim” que deve ser feito (?), um dos psicólogos mais fascinantes que estudei foi Carl Jung e ele deixou uma frase imortal: “Todos nascemos originais, mas morremos cópias.”

Deixo-te três dicas para superar esta questão pertinente dos nossos dias:


- Ouvir a voz interior: é muito importante ficares consciente do teu discurso interno e isso no meio de barulho e de azafama não se consegue;

- Momentos diários de relaxamento (meditação, yoga, mindfulness, ou simplesmente ver uma série, por exemplo);

- Técnica de visualização: fecha os olhos num local calmo, tranquilo em que possas relaxar, depois de seguires a tua respiração, projecta-te (visualiza) no futuro de forma positiva.


Procura conhecer-te com os profissionais de Psicologia, nunca é tarde para resolver questões do nosso passado ou presente que nos minam o futuro de forma negativa, deves de agir, actuar em prol de quem queres ser verdadeiramente genuíno. O teu Eu interior agradece, tens tudo a ganhar e, felizmente, só perdes uma coisa: a tua vida atarefada que não te leva a lado nenhum.


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"A rapidez, que é uma virtude, provoca um vicio, que é a pressa.” Gregorio Marañon