Cada vez mais digitais e menos pessoais!

#psicoefeito #pneiportugal

As melhores memórias não estão em fotografias, estão na nossa memória a qual podemos acessar sempre que queremos ou então activa-se com um factor externo que faz com que essa memória surja do nosso baú interno. São muitas a vezes, nos dias de hoje, que se vêem inúmeras fotografias nas redes sociais de pratos de comida ou outras delícias que criam logo vontade de ir comer igual ou água na boca somente de as ver. E o sabor? Como saberás ao que sabe? Provavelmente estás a pensar que terás de comer para saber ao que sabe, contudo, não sei se mesmo comendo terá o sabor que pensas ter, e isto acontece por quê? A memória da degustação daquele prato ou do que estiver na foto vai activar zonas do cérebro associadas ao sabor, basta ver a foto, é incrível! Como podes activar essas zonas somente lembrando do gosto e prazer em ter comido anteriormente o que estás a ver com os teus olhos? O cérebro não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e do que se lembra porque acessa à mesma rede neuronal, ou seja, uma acção ou comportamento deriva de um pensamento e quando isso acontece é a ligação entre vários neurónios o que se torna, por assim dizer, automático. Isto pode ser aplicado nas fotos de comida e afins, mas…


… e nas relações humanas, qual será o sabor associado? Na socialização de uma sociedade cada vez mais digital e menos pessoal? Não podes tirar uma selfie ao sabor de uma relação humana, independentemente da forma como a caracterizas! Isso é afastares-te da tua essência como humano, é virar costas ao que de melhor existe que são as relações interpessoais, é digitalizar um sentimento, uma emoção as quais são exclusivas dos humanos, em última análise, deixas de ser persona (perdura no tempo) para seres uma memória digital que dura algum tempo, por vezes, o tempo de uma storie.


Quais são os teus valores mais sentimentais?

Quais são as pequenas coisas que te dão prazer?


Seiichi Koshimizu, o Mestre Destilador da Suntory (grupo cervejeiro e de destilação japonês) disse que não é possível prever como é que um uísque num determinado barril irá desenvolver-se ao longo dos anos mesmo que se coloque em barris de carvalho iguais, ele vai amadurecer com diferentes aromas e sabores após anos de armazenamento. No entanto, quando se mistura com outros uísques, esse carácter forte irá diluir-se e pode resultar num travo satisfatório. Com isto dito, o autor Ken Mogi questiona: “Não é interessante como um elemento, que poderá não ser apreciado sozinho acabe por contribuir para uma melhor qualidade geral quando misturado com elementos de caracteres diferentes?


É como a essência da própria Vida. A interacção complexa entre diversos elementos num sistema orgânico torna a Vida robusta e sustentável.

Promove as relações humanas, faz a tua parte sabendo que sozinho podes (e deves!) ser forte, mas em conjunto és imbatível! Se não fossemos animais sociais (e não digitais…) então estaria tudo normal, mais like menos like, mais “match” menos “match” e a coisa andava bem, só que não se trata disso, somos mesmo animais sociais e nesse sentido precisamos do outro, e atenção, precisar não é depender. O meu contributo visa o reforço das relações humanas, é urgente temas de conversa interessantes sem ser aqueles que nos colocam todos os dias nas noticias às mesmas horas, já reparaste nessas “coincidências”?

Que sejamos como aquela filosofia do uísque que quando envolvido com outros melhora a qualidade, ou seja, ficamos robustos e mais fortalecidos.


“Vai existir sempre uma razão porque conheces pessoas. Ou elas mudam a tua Vida, ou és Tu que mudas as Vidas delas.”

Desconhecido

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