Porque é que comparamos pessoas?

#psicoefeito #pneiportugal

Acredito, com todas as minhas forças, no Amor. É lindo sentir Amor por nós porque só assim podemos sentir por alguém, para mim é como o ar que respiro porque também amo isso, é o expoente máximo de um sentimento Humano, se o aceitamos e desenvolvemos isso é resposta que tem de ser dada por cada um de nós. Amor à primeira vista também acredito, ponto. Já sentiste? Se sim, sabes do que falo, se não sentiste ainda pode ser que tenhas esse privilégio, é assim qualquer coisa de maravilhoso. Obviamente somos influenciados por uma multiplicidade de acontecimentos nas nossas vidas para acreditar ou não no Amor, quanto a mim existe uma emoção que impossibilita ou é impeditiva e é o mais cruel e injusto dos conselheiros, o medo.


E se eu cair? O medo como emoção básica do Ser Humano (básico no sentido em que nasce connosco) faz-nos falta para nos manter alerta, há muitos milhares de anos atrás foi aliado no desenvolvimento e evolução humanos, entre outros aspectos que não vale a pena abordar neste texto, e é também motivo de evitamento. Quando o medo domina a pessoa desenvolvem-se comportamentos de fuga ou evitamento, impede-nos de Amar aquela pessoa que vimos e desejamos conhecer, ou ao contrário, impede uma pessoa de se aproximar de nós para nos conhecer e quem sabe desenvolver, florescer, fazer acontecer naturalmente uma história de Amor. Uma vez disse-me uma pessoa o seguinte: “Perguntaram-me e se eu cair, sabes o que respondi? Se caíres do chão não passas, é certinho!”, o que esta pessoa me disse basicamente foi, tu só sabes se cais ou voas se fores como o filhote de uma águia por exemplo, tens de tentar fazer o voo, na natureza ficares impávido e sereno resulta em nada, e do nada, nada vem. Pegando na metáfora do filhote da águia e transformando para os Humanos, quando encontras uma pessoa que te desperta atenção, faz-te tremer o Coração, dá aquele arrepio “estranho” no corpo, ficas inquieto(a), pareces um adolescente (se já fores adulto, isto do Amor não escolhe idades), enfim, estás a perceber onde quero chegar… quando encontras deves actuar, fazer o que te diz a intuição, deixar (ou tentar) o medo de lado, pois na vida mais vale um “ups” do que “e se”. Gostava de deixar uma ideia minha bem sublinhada: Na vida não há nem nunca irá existir um sentimento maior que o Amor, por nós e pelos outros.


Querida, e se tu voares? Aqui há acção! Na outra perspectiva existe inércia, aqui há movimento, há querer… existe Amor. Não significa que se tiver medo não exista Amor, o que quero dizer é que vou ao encontro de quem gosto, de quem quero conhecer, da pessoa que me faz calafrios, sabes que mais? Vais ao encontro do Amor. Para mim a busca do Amor nos Seres Humanos está como a electricidade em busca da terra, simples, complicar para quê? É natural este sentimento Maravilhoso, o que não é natural é a banalização da palavra Amor, num dos textos que escrevi anteriormente pedi o favor de não banalizarem essa palavra, agradeço muito, mesmo. “Tenho medo de sofrer outra vez…”, “Receio cair ao acreditar que outra pessoa me ame”, “Já não acredito no Amor porque sofri muito”, “Como podes amar alguém que não conheces?”. Podia escrever aqui um texto de expressões ou frases que já ouvi na minha Vida seja de amigos, colegas de trabalho, familiares, conhecidos ou utentes, se reparares há ali algo em comum… medo e descrença no Amor.

Recentemente li um artigo em que há muitas crenças erróneas acerca do Amor, uma delas é que não existe uma bela história de Amor sem muito sofrimento, mas isto é o quê? É que não é sofrimento, é muito sofrimento! Quem é que disse isto? Quem teve a ousadia de espalhar como se de um vírus se tratasse que não existe Amor sem sofrimento? É por estas e por outras que se banaliza tanto a palavra Amor, já o sentimento de Amor poucos (ao que parece…) sabem o que é. Querida e se tu voares é uma expressão que parece fácil de perceber, na prática é deixar de lado (finalmente…) o medo, é que a confusão entre o Amor (ou suposto Amor) que recebi de uma relação anterior ou da actual para aquele que poderei receber é medonha!


Comparar as pessoas, outro erro colossal, é meio caminho andado para activar defesas, e quem sabe, deixar passar um Amor (entenda-se uma pessoa) ao lado… e depois… é o que sabemos, é uma sociedade de futilidade amorosa baseada no passado e em toxicidade passada de uns para os outros sobre relações Amorosas. São dicas nos “faces” e “instas” desta vida, são relações super-hiper-mega espectaculares por SMS e WhatsApp que quando estão frente-a-frente não sabem o que dizer um ao outro porque faz falta um ecrã, é a descrença total em si mesmos e depois, como é óbvio, nos outros.


Pergunto: Queres cair ou tentar voar? Queres Amar-te? Amando-te, queres Amar outra pessoa? Então há uma fórmula simples, sem complicações que é…. Pensa e foca-te no que queres, contrariando o medo e crenças instaladas e o resto… deixa acontecer naturalmente.


Obrigado!


“Estar preparado é importante, saber esperar é ainda mais, mas aproveitar cada momento é a chave da vida”.
Arthur Schnitzler